Seu filho tem fome de que?
Seu filho tem fome de que?
Desde cedo a fome está associada à emoção. Se você prestar atenção no seu filho, irá perceber que quando ele está ansioso, tenso ou alegre, o apetite se altera. Entre as crianças, os doces também são usados para compensar tristezas, decepções, perdas, inquietações e ansiedade.
Um recente estudo publicado pela revista científica The American Journal of Clinical Nutrition revelou que as crianças comem em excesso quando estão aborrecidas, especialmente se sua família costuma utilizar a comida como forma de recompensa. Veja mais sobre este estudo no link: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/criancas-comem-mais-quando-estao-tristes-diz-estudo.
É neste sentido que surgiu o conceito de fome emocional, para expressar a vontade de comer em função do estado emocional e não das necessidades fisiológicas. Já a fome física é gradual e paciente, aceita vários tipos de alimentos e acaba quando o organismo está nutrido.
Identifique se seu filho come por emoção:
- A fome emocional aparece de repente, enquanto que a fome fisiológica surge gradualmente
- Normalmente, a fome emocional causa a ingestão de um tipo de alimento, que se torna “confortante” para a criança
- A necessidade de comer algum alimento específico no caso de fome emocional é urgente, não é possível esperar
- Quando o impulso de comer for desencadeado pela fome emocional, se a criança ou adolescente se distrair com algum outro comportamento, ele pode desaparecer. Se este impulso for desencadeado pela fome física, ele não desaparecerá
- Se seu filho come por emoção, muitas vezes ele não consegue parar de comer, mesmo se já estiver saciado
- Muitas vezes, o fato de comer por emoção causa sensações de culpa e frustração, enquanto que, em condições normais, a ingestão alimentar estimulada pela fome física não costuma causar essas sensações negativas
Sabendo disso e muito mais, a indústria alimentícia lança produtos que são fáceis de mastigar, saborosos e com atrativos para o público infantil. Estes alimentos são constituídos de açúcares, gordura e sal, basicamente, e ajudam a melhorar o humor, porém são péssimos para a saúde.
Preste atenção no comportamento alimentar do seu filho. Estas atitudes podem desencadear transtornos alimentares que irão comprometer a saúde dele. E como evitar este comportamento? Veja nossas dicas abaixo:
- A criança precisa comer a cada 2 ou 3 horas
- Evite dietas muito restritivas
- Ofereça alimentos fontes de triptofano (precursor da serotonina, neurotransmissor que dá sensação de bem-estar), magnésio e carboidratos complexos – como leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha, etc.), cereais integrais (arroz, macarrão, aveia e outros cereais matinais sem adição de açúcar) e leite e derivados
- Proponha a prática de atividades físicas regulares e variadas
- Monitore as horas de sono. Criança tem que dormir bem, de 8 a 10 horas por noite