Comportamento

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Sinais de alerta para a anorexia

Data: 6 de novembro de 2014 Autor: Pratinho Saudável Categorias: Comportamento, Meu Pratinho Saudável 0

anorexia

Perda de peso e recusa em se alimentar são sinais de alerta para a anorexia

 

Segundo dados da Revista Brasileira de Psiquiatria, cerca de 45% das crianças em idade escolar querem ser mais magras e 37% tentam perder peso. Esse fato é alarmante, pois a preocupação com a aparência não deveria fazer parte do universo infantil. Embora apenas uma pequena parte das crianças vão desenvolver transtornos alimentares como a anorexia, pensar no peso tão precocemente pode ser considerado sim um fator de risco para o desenvolvimento de um transtorno alimentar na adolescência.

 

Mãe, eu não que comer!

É preciso diferenciar o comportamento arredio das crianças em relação à comida, que faz parte do crescimento e é perfeitamente normal, das atitudes exageradas, acompanhadas de outros sinais como dietas restritas demais, perda de peso exagerada, preocupação excessiva com calorias, isolamento social, queda de cabelos, problemas de crescimento, dificuldade de aprendizado, baixa autoestima, entre outros.

 

Cada vez mais cedo

Se antes a anorexia era uma doença tipicamente de adolescente, hoje estudos e a prática clínica mostram que é cada vez mais comum o diagnóstico da anorexia em crianças com menos de 10 anos de idade. Segundo um artigo publicado na revista da Academia Americana de Pediatria, as internações por anorexia de crianças menores de 12 anos cresceram 119% entre 1999 e 2006.

 

A anorexia nervosa ocorre predominantemente em mulheres jovens com dois picos de incidência: aos 14 e aos 17 anos. Os fatores que influenciam o desenvolvimento da doença são vários como a pressão da sociedade pela magreza, que é considerado o padrão de beleza, além da exigência de algumas profissões como modelos, atrizes, ginastas, etc.

 

Afinal, o que anorexia?

Estima-se que a anorexia é conhecida há mais de 300 anos. A principal característica é a perda expressiva de peso e o emagrecimento, resultante da recusa em comer. Como existem diversas doenças que causam a perda de apetite e o emagrecimento, é preciso excluir outras causas orgânicas para confirmar o diagnóstico da anorexia.

 

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, a anorexia é um transtorno psiquiátrico que deve seguir os seguintes critérios para diagnóstico:

 

– Recusa em manter o peso do corpo dentro do índice de massa corpórea normal e peso 15% abaixo do esperado

– Para crianças e adolescentes é levado em consideração o insucesso em ter o aumento de peso esperado durante o período de crescimento e manter um peso 15% abaixo do esperado

– Medo patológico de ganhar peso, mesmo quando está abaixo do peso ideal

– Distorção da imagem do próprio corpo. O portador de anorexia costuma dizer que está gordo e quando se olha no espelho enxerga, normalmente, uma imagem de uma pessoa acima do peso e com gordura sobrando em partes do corpo

– Para as mulheres, a ausência de pelos menos 3 ciclos menstruais consecutivos (excluindo outras doenças que podem causar esse sintoma)

 

 

Além desses critérios, outros são levados em consideração pelo médico como:

– perda de cabelo

– crescimento de pelos finos por todo o corpo, incluindo na face

– temperatura do corpo baixa

– diminuição do ritmo cardíaco

– pressão sanguínea baixa

– má circulação

– pele ressecada

– unhas quebradiças

– insônia

– prática excessiva de exercícios físicos

– obsessão com comida e calorias

– isolamento social, irritabilidade

– baixa autoestima

 

Fique de olho!

Crianças e adolescentes que se preocupam excessivamente com alimentos que engordam e que começam a adotar dietas extremamente restritivas, podem estar desenvolvendo um transtorno alimentar.

 

Prejuízos à saúde

Estar abaixo do peso e não comer afeta toda a saúde, incluindo a mental. Em geral, os transtornos alimentares estão ligados a outras doenças como transtornos do humor, ansiedade, depressão, etc. Além disso, a desnutrição pode causar anemia, alterações hormonais, problemas nos ossos e alterações hidroeletrolíticas, que podem levar à morte súbita.

 

Ao menor sinal de alerta, os pais devem procurar o pediatra. O tratamento dos transtornos alimentares é feito por uma equipe multidisciplinar que engloba pediatra, psiquiatra infantil, psicólogo, nutricionista, entre outros profissionais.

 

Lembre-se: quanto antes tratada, maior a chance de cura. Se o comportamento se tornar um hábito, o risco de se tornar permanente aumenta.

 

Ajude a COMPARTILHAR essas informações com outras famílias!!

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