Como alimentar uma criança doente
Quando a criança fica doente, o apetite diminui e os pais ficam desesperados achando que o filho ficará desnutrido. A boa notícia é que isso na ocorre com as crianças tão rapidamente quanto eles pensam. Doenças agudas, como as viroses ou infecções respiratórias, costumam resultar de 5 a 7 dias de recusa alimentar infantil (tempo de ação dos agentes dessas doenças) e nesse período a criança não morrerá de fome como muitos adultos pensam.
O que não significa que os pais não devem se preocupar em oferecer boas refeições ao filho. O que ocorre normalmente é que a criança, assim como o adulto, aceita apenas o que gosta quando está doente. E as preferências em geral não incluem brócolis, espinafre e rabanete, mas comidas menos saudáveis, mais açucaradas e gordurentas. Os pais e cuidadores devem buscar o equilíbrio no que oferecer ao pequeno paciente. Não se deve insistir em um cardápio exclusivamente saudável se a criança está acostumada a balas, bolos, salgadinhos e refrigerantes. Nem é o momento de só oferecer saquinhos de calorias vazias. O melhor, sempre, é o meio-termo.
Dependendo dos sintomas da criança o melhor é não oferecer nada além de líquido, caso ela esteja com febre ou com diarreia e vômito, por exemplo. Somente um médico saberá indicar a melhor dieta para aquele período. Ele poderá informar em que momento a dieta deve ser mais leve, mais líquida ou mais pastosa.
No caso de doenças de longo prazo a abordagem é diferente. Crianças com diabetes tipo 1 terão restrição alimentar por muito tempo, talvez a vida inteira. Já aquelas com câncer, que enfrentam longos períodos de alteração no paladar por conta do tratamento, não devem sofrer restrição alimentar, mas os pais precisam receber orientação de nutricionistas para afastar o risco de desnutrição, que de fato existe caso a família não seja bem informada.