A partir dos 2 anos

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Quero isso, não aquilo!

Data: 7 de fevereiro de 2013 Autor: Pratinho Saudável Categorias: A partir dos 2 anos, Alimentação 2

O ato de comer vai além da ingestão de nutrientes para suprir as necessidades fisiológicas. A comida traz prazer e conforto, além de favorecer o convívio social e familiar. Esses aspectos interferem diretamente na escolha dos alimentos, ou seja, na seletividade.

As características sensoriais como olfato, tato, visão e, principalmente, o paladar, também têm forte influência sobre a decisão de comer ou não determinados alimentos. Durante a amamentação, a criança é “guiada” pelos hábitos da mãe, principalmente se é amamentada no peito. Portanto, a criança pode seguir as preferências da mãe na fase de introdução de novos alimentos.

A partir dos dois anos de idade, os pequenos passam a se tornar alvos da publicidade de alimentos, principalmente os não saudáveis. Nesta fase pode ter início o desenvolvimento da seletividade, a criança começa a decidir quais alimentos lhe agradam e quais vão ser rejeitados.

Mas, o que leva a criança a rejeitar algum alimento? Dois comportamentos podem explicar essa reação. São eles: a neofobia, que é caracterizada pelo medo ou pela relutância em comer um alimento. Geralmente acontece entre os 18 e 24 meses e está associada à ansiedade e às emoções. A neofobia pode ser hereditária ou ter relação com o ambiente familiar e o pickness, termo utilizado para crianças que comem uma variedade insuficiente de alimentos, os quais podem ser alimentos presentes no ambiente familiar ou totalmente desconhecidos.

Na fase pré-escolar, aparecem as preferências, e a criança passa a decidir quais alimentos quer comer. Nesta idade, vão dar preferência aos alimentos mais palatáveis, e podem escolher os mais calóricos, com grande quantidade de gordura.

A participação dos pais nessa hora é essencial, já que eles exercem grande influência sobre os hábitos alimentares da criança. Por meio de sua alimentação equilibrada, devem estimular esses hábitos saudáveis para garantir um crescimento e desenvolvimento adequados. Isso porque, existe um comportamento denominado modelagem, que é a imitação do comportamento de outras pessoas pelas crianças, significando uma influência nas escolhas alimentares. Os pais são exemplos de conduta e devem deixar claro o quão importante é a prática de alimentação saudável.

Desta maneira, algumas estratégias podem ser adotadas para facilitar o processo de aceitação dos alimentos, como a exposição repetida de um novo alimento, alternadamente ou apresentado juntamente com o alimento preferido, uso de molhos ou temperos pouco gordurosos e bem aceitos pela criança, forma de preparos diferentes, sendo que essa repetição deve ser feita por aproximadamente 15 vezes. Adotadas essas estratégias e havendo rejeição, devemos levar em conta a autonomia da criança e não oferecer mais.

As chamadas “recompensas” não são bem-vindas, pois podem tirar o foco da exposição ao alimento em detrimento do que ela pode vir a receber por isso. Embora haja divergências entre psicólogos quanto a esse assunto, não é recomendado oferecer recompensas quando o assunto é alimentação, principalmente se o prêmio for a sobremesa. Cabe aos pais incentivar a criança a consumir o alimento porque é saudável.

A aceitação ou a escolha dos alimentos não dependem de um fator isolado, mas de um conjunto deles. Isso significa que a alimentação é mais complexa do que imaginamos e precisa ser vista com cuidado, principalmente quando diz respeito às crianças. Uma alimentação insuficiente ou exagerada pode causar desde a desnutrição até a obesidade, interferindo diretamente no crescimento e no desenvolvimento orgânico da criança.

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2 Comentários: "Quero isso, não aquilo!"

  1. Publicado por: Giselle Data: 30 de setembro de 2013

    Responder

    Minha filha come salada e frutas, mas não é muito fã delas não!! Ela sempre comia tudo direitinho até uns 3 anos, agora com 4 anos e meio, ela come, mas demooooora para comer e sempre porque precisa comer, não porque ela adora, daí rola aquele estresse todo sempre. Outra coisa é que ela não quer saber de comer nenhuma fruta com as mãos, só picadinha para pegar com garfo, já tentei dar várias frutas para ela pegar com a mão, mas ela acha a maça por exemplo, muito úmida, a banana é melequenta, a ameixa idem. Como faço para ela comer mais naturalmente? Pegar gosto pelas frutas e verduras e comer sem frescura, nojo de pegar com as mãos?
    Qual o tempo que dou para minha filha terminar uma refeição? Se ela estiver se enrolando, depois de quanto tempo mando se retirar da mesa?
    Obrigada!!

    1. Publicado por: Pratinho Saudável Data: 10 de outubro de 2013

      Responder

      Olá Giselle, Obrigada por sua mensagem. Nessa fase em que ela se encontra é mais comum perder o interesse ou recusar a comida e determinados alimentos. Mais importante do que o tempo para a refeição é evitar distrações na hora de comer. Deixe de lado os brinquedos, televisão e tudo o que possa tirar a atenção da sua filha. Quanto ao fato dela só querer comer os alimentos picados, não tem problema, se ela comer bem. É importante comer com ela (dar o exemplo) e, se possível, levá-la as compras, para que ela possa ajudar escolher os alimentos que farão parte do seu cardápio. Isso estimula o consumo!

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