Balancê! Balancê! É preciso se mexer!
A vida moderna trouxe muitas facilidades para as famílias brasileiras, mas também provocou uma mudança de hábitos e comportamentos que prejudicam. A televisão, o computador e o vídeo game se tornaram verdadeiras “babás” eletrônicas.
O risco de desenvolver a obesidade é cinco vezes maior em crianças que assistem a mais de cinco horas de TV por dia, comparado às crianças que assistem até duas. Quanto mais comodidade, menos movimento e, consequentemente, menos gasto energético. Isso interfere diretamente no peso da criança.
A atividade física é desejável para o ser humano em todas as idades e, portanto, deve ser estimulada. Além de desenvolver a força muscular, flexibilidade e resistência, aperfeiçoa a coordenação motora, estimula o metabolismo ósseo, aumentando a capacidade respiratória e cardíaca. Também melhora o humor e o apetite, previne a obesidade, e em longo prazo, diminui o risco de hipertensão, diabetes e cardiopatia isquêmica (arteriosclerose).
A criança deve ter a liberdade de se movimentar de acordo com o seu nível de desenvolvimento. A partir dos seis meses de idade, já existem exercícios estimuladores: um cercado permite à criança observar o ambiente, brincar e se apoiar para ficar de pé. A partir dos dez meses a criança deve
ter espaço para engatinhar e depois começar a andar com apoio. A partir de um ano de vida, as crianças devem ser estimulados a praticar alguma atividade física.
No pré-escolar, de quatro a sete anos, são indicadas atividades como caminhar, correr, pular, subir, nadar. Isso pode ser feito por meio de jogos, que visam aperfeiçoar a coordenação motora. Entre oito e onze anos, os pais já podem pensar em um esporte favorito, inclusive com aspecto competitivo.
Aos 12 anos, treinamentos visando resultados são recomendados.